terça-feira, 20 de outubro de 2020

 

Vacinas para Covid-19: fazer ou não fazer?

Há assuntos que com ou sem a nossa opinião vão muito bem, obrigado. Porém determinadas questões são vitais para a sociedade, e é importante que que possamos estar debatendo sobre elas. Se alguém ainda não se deu conta de que neste planetinha Terra estamos todos no mesmo barco, está na hora da ficha cair e passarmos a agir o quanto antes, como uma verdadeira comunidade, seja ela local ou global. Todos temos responsabilidades sobre algumas questões que querendo, ou não querendo, nos afetam conjuntamente.

Eu estou aqui colocando um ponto de vista e acho importante que todos nós sempre busquemos ouvir e interpretar várias fontes de informação. Vamos falar da Covid-19 e da possível vacina que se avizinha. Julgo-me razoavelmente preparado para fazer, de forma responsável e desapaixonada, algumas ponderações sobre este assunto.

As questões de saúde pública são do interesse de todos. É a comunidade que está doente com a Covid-19 e para ser enfrentada esta doença, é necessária a ação consciente e responsável de todos. É uma atitude egoísta você não contemplar a situação dos demais, principalmente dos que estão no grupo dos mais vulneráveis. É uma atitude muito egoísta, as pessoas usarem máscaras e protegerem você e você sair correndo pela rua como um grande atleta, respirando cansado pela boca, emitindo uma carga viral enorme no ar.  

A comunidade mundial está padecendo de uma doença nova que se abandonada ao seu curso, como querem alguns, fará um número bem considerável de vítimas a mais do que está ocorrendo atualmente em função de várias medidas tomadas, como uso de máscaras e distanciamento social e medidas de higiene adequadas, fato que se não evita a doença, pode favorecer para que as pessoas se contaminem com uma carga viral baixa que seu organismo possa dar conta de combater. Ninguém pode ter certeza de como irá evoluir no caso de ser contaminado. Existem grupos de maior risco, mas não é uma sentença de morte para ninguém, assim como ninguém, mesmo jovem e saudável, possui um “salvo conduto” de que não irá se complicar ou morrer com a doença.

Não existe ainda tratamento seguro para a Covid-19. Algumas coisas comprovadamente ajudam como pronar o paciente (virá-lo de barriga para baixo) para melhorar o nível de saturação do oxigênio, uso de corticoide em casos graves que precisam de oxigênio, e também o uso de anticoagulante se mostra eficaz em determinados casos. Mesmo dentro de um grande hospital, se o caso se complicar, não há o que se possa fazer, a não ser dar suporte ao organismo debilitado do doente.  Infelizmente a Cloroquina e o “Kit Anti Covid-19” não funciona, nem mesmo em fase muito precoce, ou preventivamente. A esta altura do conhecimento desenvolvido sobre a doença soa irresponsável, ou insano defender esta conduta. Nenhuma instituição séria está recomendando esta terapia defendida individualmente por alguns médicos, leigos e uma parte da imprensa alternativa.

Como o exposto acima, a vacina se apresenta como a grande esperança de que possamos voltar logo a vida normal. Mas que dizer em relação a ela? Temos a experiência comprovadamente eficiente das vacinas já existentes usadas para prevenir outras doenças. É inegável que nos livramos de muitos males terríveis através das vacinas, e também fracassamos com alguns como no caso da AIDS. Com a Varíola matando números elevados de pessoas pelo mundo, houve no Brasil do início do século XX, uma campanha contra a vacinação em massa. Tivemos que perder muitas vidas, até que finalmente o bom senso prevaleceu e todos compreenderam a importância de vacinar-se contra esta doença, que ainda se mantém afastada graças a vacina específica.

Ainda não temos nenhuma vacina contra a Covi-19, aprovada no Brasil e já tem gente se manifestando contra a mesma e contra a necessidade de vacinação. Estou escrevendo isto unicamente por que vejo como fundamental que um percentual alto de pessoas se vacine contra a covid-19. A doença quando adquirida não confere imunidade permanente e, quando confere é para poucos meses; já tendo ficado provado o caso de reinfecções apenas algumas semanas após um contágio inicial. Portanto, a doença não fará uma imunidade de rebanho como aconteceu com outras doenças e irá se tornar endêmica no mundo, permanecendo na sociedade como uma permanente ameaça de uma elevação repentina de novos casos e de colapso para o sistema de saúde. A esperança está em se descobrir rapidamente medicamentos que promovam a cura da doença, ou uma, ou várias vacinas.

A solução que mais se avizinha no horizonte é a vacinação específica. Mas para a vacina funcionar, embora as pessoas tenham a liberdade de fazer ou não a mesma, é necessário que se consiga uma cobertura vacinal importante em toda a comunidade para garantir a “imunidade de rebanho”. Em certas doenças este percentual é mais alto ou mais baixo, mas uma cobertura acima de 90%, em qualquer doença seria uma garantia importante de que a comunidade toda se mantenha imune. Mesmo quem não se vacinar, por tabela ficará protegido no caso de um elevado índice vacinal.  Se alguém se contaminar será mais difícil encontrar alguém para transmitir a doença e ela assim se manterá sob controle. É bonito o discurso da liberdade individual de que se vacine quem quiser, mas temos que pensar na reponsabilidade coletiva que, neste caso, é importante para controlar a doença. Se houver uma vacina sem muitos efeitos adversos e com boa cobertura, não há uma justificativa razoável para que a maioria não o faça!

E quanto a segurança da vacina contra a Covi-19 quem vamos ouvir, a quem vamos dar crédito? Quem é que conhece vacinas? Aqui no Brasil, quando a Fiocruz, ou o Instituto Butantã, os Conselhos de Medicina, Farmácia, Biomedicina, a Anvisa avalizarem uma vacina, vamos dar crédito a instituições, ou a indivíduos que se arrogam de donos da verdade, de salvadores da pátria? Se ainda assim formos muito céticos, sempre poderemos ainda olhar o que os órgãos de saúde de alguns governos como o Alemão, Inglês, Americano, Francês, ou os cientistas de Israel e Cuba, que tem uma grande tradição de responsabilidade com seus cidadãos estão recomendando. Ainda as fontes da grande imprensa, os grandes jornais do Brasil e do mundo, as grandes redes midiáticas, são fontes muito mais confiáveis que as fontes alternativas, ou as pessoas comuns. Não sigam o que eu estou dizendo sem conferir as minhas informações com outras fontes. É assim que se age com a responsabilidade necessária em mais este momento crítico da história da humanidade. Informações dessa importância devem obrigatoriamente passar pelo crivo de instituições, laboratórios, locais em que um colegiado avaliza as condutas e não apenas um indivíduo, ou um grupo de indivíduos mesmo que estes possuam alguma formação científica. Dar crédito a leigos, quando se tratar de matéria de saúde, é uma atitude imprudente é o mínimo que se pode dizer! Tenham todos um bom dia, reflitam bem, que o assunto é muito relevante!