quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A propósito da reforma da previdência no Brasil.

Reforma da previdência: Insensibilidade para compreender que a vida se movimenta...
Movimento é vida. A vida de nossos pais e nossos avós era outra. Já um índio guarani vivia em média 35 anos e esta também era média de vida de um guerreiro romano na época de Cristo. Praticamente já conquistamos quase cinquenta anos de vida a mais do que outras gerações. As conquistas mais expressivas são praticamente dos últimos cinquenta anos. As conquistas da longevidade não param e não se vislumbra ainda um limite final. Portanto, temos que pensar no futuro e pensar no futuro é pensar na previdência. Precisamos ter a garantia de que as futuras gerações que estarão trabalhando não carreguem o peso das aposentadorias com cálculo atuarial desatualizado. Temos que garantir de que, após determinada idade, as pessoas possam parar de trabalhar e ter algum ganho que lhe garanta viver com tranquilidade seus últimos anos de vida.
Temos que enfrentar este problema da reforma da previdência o quanto antes. É fala de todos os governos que passaram de que é preciso reformar a previdência. Não adianta esta posição radical e insensível dos sindicatos e de políticos irresponsáveis, demagógicos, de que não se mexe em conquistas dos trabalhadores e trabalhadores somos todos nós. É difícil entender de que a vida está em movimento e as leis precisam ser mudadas para serem adequadas às novas situações? Nada é definitivo. Nenhuma conquista pode ser totalmente imutável! A mudança muitas vezes é o que vai permitir manter a conquista.
Estamos conseguindo mais tempo de vida e, portanto, é lógico que temos que aceitar que podemos ter um tempo de atividade maior até a chegada da aposentadoria. Existe uma expectativa de vida diferente para homens e mulheres e é perfeitamente lógico que isto seja levado em consideração no cálculo do período aquisitivo da aposentadoria. Ora se a mulher vive dez anos a mais e se aposenta dez anos antes e ainda acumula a pensão por morte do marido é um dado que precisa ser considerado em qualquer discussão séria sobre o assunto.
O presidente Fernando Henrique fez reformas na previdência, o presidente Lula deu mais uma pegadinha. A presidente Dilma vivia falando na reforma da previdência. É um problema muito sério. Este país precisa de reformas e a reforma da previdência é uma das mais importantes e urgentes.
Os nossos congressistas quando estão no governo geralmente são a favor da reforma, quando são da oposição são contra. Isto é pensar pequeno e só preocupar-se com o próprio umbigo. É trabalhar contra o país e seus cidadãos. É escancarar uma contradição inaceitável do ponto de vista de responsabilidade social.
O pessoal do PT, agora na oposição, já esta contra, qualquer reforma. Seria muito inteligente até aproveitar e fazer as reformas que o país precisa, sem sofrer o desgaste político que ninguém quer que aconteça para si mesmo e para sua grei partidária.
Nós como cidadãos temos que cobrar dos nossos congressistas que votem as reformas necessárias sem procrastinar. Vai ser bom para qualquer governante que assumir o governo do país em 2018. Adiar a reforma é trabalhar contra si mesmo e o país.

Se este congresso não votar as medidas que o país precisa, vamos usar a força dos nossos votos e não reelegê-los nas próximas eleições gerais.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

ASSUNTO MUITO SÉRIO: FINANCIAMENTO DE CAMPANHA
Os candidatos já estão com as contas de campanha abertas nos bancos para as eleições 2016. Eles aguardam de coração na mão para que bons cidadãos, verdadeiramente desinteressados contribuam para suas campanhas. Pensando bem, é o mínimo que poderíamos fazer pelos candidatos que se dispõe “heroicamente e desinteressadamente” a concorrer.
Muitas pessoas terão pensado que eu estou sendo irônico ou insensivelmente brincando ao realizar o comentário acima. Mas ele tem muito de verdade! A eleição é um processo normal, prática corrente na democracia. Seria muito justo que o partido pagasse a campanha de seus candidatos, afinal eles estão representando o projeto do partido. Quando é o próprio candidato que tem que pagar as contas da campanha, a ideia que fica é de que na prática não é um partido que está concorrendo e, sim, uma pessoa ou um grupo. Neste caso é o partido que esta sendo oportunista com o candidato ou os candidatos e uma vez eleito desta forma é quase natural que o prefeito tenha um comportamento personalista e governe para quem o ajudou financeiramente a eleger-se. O partido não teve compromisso com ele. Ele também não terá compromisso com o partido! Como é que um partido vai poder cobrar do administrador algum compromisso, se ele o abandonou financeiramente na eleição. Existem pessoas que pensam que candidatos são “vacas que pastam no céu e dão leite aqui na terra”.
Falando sério minha gente boa, as despesas oficiais e legais em uma campanha avolumam o suficiente para assustar muitos possíveis candidatos sinceramente desinteressados. O ideal seria que muitas pessoas contribuíssem com um pouco, tirando do financiamento de campanha o cunho pessoal da doação. Favoreceria a equidade entre os candidatos, facilitando sobremaneira as campanhas e os eleitos governariam para todos, sem compromisso com seus financiadores. Se o prefeito vai administrar para a comunidade, não é justo pagar sozinho uma conta enorme para se eleger. Estará recebendo salário, sim, porque estará trabalhando e não recebendo devolução do que gastou na campanha.
Portanto, na medida do possível, vamos ser cidadãos de verdade e modestamente mudar o hábito, contribuindo mesmo modestamente para as campanhas dos nossos candidatos. Só pode doações de pessoas físicas. Quem não prestou declaração de renda pode doar até no máximo mil reais. E quem fez declaração, pode doar até dez por cento do que declarou de renda no ano anterior. Claro que podem ser doações bem menores. A democracia e a cidadania ficariam engrandecidas e quem ganharia com isto, seria toda a comunidade!