Vacinas para Covid-19: fazer ou não fazer?
Há assuntos que com ou sem a
nossa opinião vão muito bem, obrigado. Porém determinadas questões são vitais
para a sociedade, e é importante que que possamos estar debatendo sobre elas. Se
alguém ainda não se deu conta de que neste planetinha Terra estamos todos no
mesmo barco, está na hora da ficha cair e passarmos a agir o quanto antes, como
uma verdadeira comunidade, seja ela local ou global. Todos temos responsabilidades
sobre algumas questões que querendo, ou não querendo, nos afetam conjuntamente.
Eu estou aqui colocando um ponto
de vista e acho importante que todos nós sempre busquemos ouvir e interpretar
várias fontes de informação. Vamos falar da Covid-19 e da possível vacina que
se avizinha. Julgo-me razoavelmente preparado para fazer, de forma responsável e
desapaixonada, algumas ponderações sobre este assunto.
As questões de saúde pública são
do interesse de todos. É a comunidade que está doente com a Covid-19 e para ser
enfrentada esta doença, é necessária a ação consciente e responsável de todos.
É uma atitude egoísta você não contemplar a situação dos demais, principalmente
dos que estão no grupo dos mais vulneráveis. É uma atitude muito egoísta, as
pessoas usarem máscaras e protegerem você e você sair correndo pela rua como um
grande atleta, respirando cansado pela boca, emitindo uma carga viral enorme no
ar.
A comunidade mundial está
padecendo de uma doença nova que se abandonada ao seu curso, como querem alguns,
fará um número bem considerável de vítimas a mais do que está ocorrendo
atualmente em função de várias medidas tomadas, como uso de máscaras e distanciamento
social e medidas de higiene adequadas, fato que se não evita a doença, pode
favorecer para que as pessoas se contaminem com uma carga viral baixa que seu
organismo possa dar conta de combater. Ninguém pode ter certeza de como irá
evoluir no caso de ser contaminado. Existem grupos de maior risco, mas não é
uma sentença de morte para ninguém, assim como ninguém, mesmo jovem e saudável,
possui um “salvo conduto” de que não irá se complicar ou morrer com a doença.
Não existe ainda tratamento
seguro para a Covid-19. Algumas coisas comprovadamente ajudam como pronar o
paciente (virá-lo de barriga para baixo) para melhorar o nível de saturação do
oxigênio, uso de corticoide em casos graves que precisam de oxigênio, e também
o uso de anticoagulante se mostra eficaz em determinados casos. Mesmo dentro de
um grande hospital, se o caso se complicar, não há o que se possa fazer, a não
ser dar suporte ao organismo debilitado do doente. Infelizmente a Cloroquina e o “Kit Anti
Covid-19” não funciona, nem mesmo em fase muito precoce, ou preventivamente. A
esta altura do conhecimento desenvolvido sobre a doença soa irresponsável, ou
insano defender esta conduta. Nenhuma instituição séria está recomendando esta
terapia defendida individualmente por alguns médicos, leigos e uma parte da
imprensa alternativa.
Como o exposto acima, a vacina se
apresenta como a grande esperança de que possamos voltar logo a vida normal. Mas
que dizer em relação a ela? Temos a experiência comprovadamente eficiente das
vacinas já existentes usadas para prevenir outras doenças. É inegável que nos
livramos de muitos males terríveis através das vacinas, e também fracassamos
com alguns como no caso da AIDS. Com a Varíola matando números elevados de pessoas
pelo mundo, houve no Brasil do início do século XX, uma campanha contra a vacinação
em massa. Tivemos que perder muitas vidas, até que finalmente o bom senso
prevaleceu e todos compreenderam a importância de vacinar-se contra esta doença,
que ainda se mantém afastada graças a vacina específica.
Ainda não temos nenhuma vacina
contra a Covi-19, aprovada no Brasil e já tem gente se manifestando contra a mesma
e contra a necessidade de vacinação. Estou escrevendo isto unicamente por que
vejo como fundamental que um percentual alto de pessoas se vacine contra a
covid-19. A doença quando adquirida não confere imunidade permanente e, quando
confere é para poucos meses; já tendo ficado provado o caso de reinfecções
apenas algumas semanas após um contágio inicial. Portanto, a doença não fará
uma imunidade de rebanho como aconteceu com outras doenças e irá se tornar
endêmica no mundo, permanecendo na sociedade como uma permanente ameaça de uma
elevação repentina de novos casos e de colapso para o sistema de saúde. A
esperança está em se descobrir rapidamente medicamentos que promovam a cura da
doença, ou uma, ou várias vacinas.
A solução que mais se avizinha no
horizonte é a vacinação específica. Mas para a vacina funcionar, embora as
pessoas tenham a liberdade de fazer ou não a mesma, é necessário que se consiga
uma cobertura vacinal importante em toda a comunidade para garantir a “imunidade
de rebanho”. Em certas doenças este percentual é mais alto ou mais baixo, mas
uma cobertura acima de 90%, em qualquer doença seria uma garantia importante de
que a comunidade toda se mantenha imune. Mesmo quem não se vacinar, por tabela
ficará protegido no caso de um elevado índice vacinal. Se alguém se contaminar será mais difícil
encontrar alguém para transmitir a doença e ela assim se manterá sob controle. É
bonito o discurso da liberdade individual de que se vacine quem quiser, mas
temos que pensar na reponsabilidade coletiva que, neste caso, é importante para
controlar a doença. Se houver uma vacina sem muitos efeitos adversos e com boa
cobertura, não há uma justificativa razoável para que a maioria não o faça!
E quanto a segurança da vacina
contra a Covi-19 quem vamos ouvir, a quem vamos dar crédito? Quem é que conhece
vacinas? Aqui no Brasil, quando a Fiocruz, ou o Instituto Butantã, os Conselhos
de Medicina, Farmácia, Biomedicina, a Anvisa avalizarem uma vacina, vamos dar
crédito a instituições, ou a indivíduos que se arrogam de donos da verdade, de
salvadores da pátria? Se ainda assim formos muito céticos, sempre poderemos
ainda olhar o que os órgãos de saúde de alguns governos como o Alemão, Inglês,
Americano, Francês, ou os cientistas de Israel e Cuba, que tem uma grande
tradição de responsabilidade com seus cidadãos estão recomendando. Ainda as
fontes da grande imprensa, os grandes jornais do Brasil e do mundo, as grandes
redes midiáticas, são fontes muito mais confiáveis que as fontes alternativas,
ou as pessoas comuns. Não sigam o que eu estou dizendo sem conferir as minhas
informações com outras fontes. É assim que se age com a responsabilidade
necessária em mais este momento crítico da história da humanidade. Informações
dessa importância devem obrigatoriamente passar pelo crivo de instituições, laboratórios,
locais em que um colegiado avaliza as condutas e não apenas um indivíduo, ou um
grupo de indivíduos mesmo que estes possuam alguma formação científica. Dar
crédito a leigos, quando se tratar de matéria de saúde, é uma atitude
imprudente é o mínimo que se pode dizer! Tenham todos um bom dia, reflitam bem,
que o assunto é muito relevante!
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