VOTO: ATO DE CIDADANIA?
Voto:
Ato de cidadania?
O ato de votar é um direito de
cidadania e um voto realmente cidadão pressupõe que o sujeito, através da ação
do voto, faça uma escolha consciente. Mas a forma como conduzimos nossas
campanhas dá realmente ao eleitor a oportunidade de fazer uma escolha
consciente? E mais: O próprio eleitor se permite a oportunidade de buscar
condições para uma escolha em que possa avaliar em bases reais as opções que tem
pela frente? E o poder da mídia como pode influenciar as nossas escolhas?
Sabemos separar a informação imparcial da tendenciosa? Como vemos são várias as
variáveis que atuam no processo do voto.
Em primeiro lugar para que se possa
participar de uma escolha de forma positiva é preciso ter interesse por ela. O
voto, portanto, não deveria ser fruto de uma obrigação, mas antes de tudo um
direito daquele que deseja participar da escolha. Em segundo lugar, para
escolher com conhecimento de causa, é preciso conhecer todos os aspectos
envolvidos na decisão e muitas vezes é o próprio eleitor que não se permite
conhecer o que todos os candidatos estão propondo, pois abraça logo uma
corrente, sem até mesmo querer saber as propostas dos demais. Apesar de todo o
interesse o eleitor pode ter as informações sonegadas ou manipuladas por
candidatos ou pela mídia. Como vemos a forma de “amadurecer” o voto está sujeita
a algumas falhas em seu processo. Um voto meramente partidário poderá em algum
momento não ser a melhor escolha, assim como um voto sem conhecimento de causa
também sempre será aquele voto que pode deixar de fazer a diferença, entre
corrigir os rumos ou seguir na direção errada. E o pior de tudo é aquele “voto
mercadoria” em que o cidadão tem consciência de que não está votando na melhor
proposta para sua comunidade ou para seu país e escolhe a melhor opção para si,
muitas vezes coisas simples e imediatistas, ou promessas de vantagens pessoais.
A ação
consciente e auto determinada de todos os cidadãos no ato do voto, nas atitudes
do dia a dia, no trabalho, na educação, no trânsito, no lazer, na família, na
comunidade, no estado, enfim em todas as esferas de atuação do ser humano é uma
grande utopia, mas podemos pelo menos melhorar bastante. Então poderemos ter
votos que sejam pontos a favor da cidadania, que venham favorecer a democracia,
o desenvolvimento, a distribuição de renda, a inclusão social. E para que isto
aconteça voltamos a bater na mesma tecla educação, educação,
educação...
Alegria,
23 setembro de 2010.
Orlando Vanin
Trage
Cirurgião-buco-maxio-facial
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