Reforma da
previdência: Insensibilidade para compreender que a vida se movimenta...
Movimento é
vida. A vida de nossos pais e nossos avós era outra. Já um índio guarani vivia
em média 35 anos e esta também era média de vida de um guerreiro romano na
época de Cristo. Praticamente já conquistamos quase cinquenta anos de vida a
mais do que outras gerações. As conquistas mais expressivas são praticamente
dos últimos cinquenta anos. As conquistas da longevidade não param e não se
vislumbra ainda um limite final. Portanto, temos que pensar no futuro e pensar
no futuro é pensar na previdência. Precisamos ter a garantia de que as futuras gerações
que estarão trabalhando não carreguem o peso das aposentadorias com cálculo
atuarial desatualizado. Temos que garantir de que, após determinada
idade, as pessoas possam parar de trabalhar e ter algum ganho que lhe garanta
viver com tranquilidade seus últimos anos de vida.
Temos que
enfrentar este problema da reforma da previdência o quanto antes. É fala de
todos os governos que passaram de que é preciso reformar a previdência. Não
adianta esta posição radical e insensível dos sindicatos e de políticos
irresponsáveis, demagógicos, de que não se mexe em conquistas dos trabalhadores
e trabalhadores somos todos nós. É difícil entender de que a vida está em
movimento e as leis precisam ser mudadas para serem adequadas às novas
situações? Nada é definitivo. Nenhuma conquista pode ser totalmente imutável! A
mudança muitas vezes é o que vai permitir manter a conquista.
Estamos conseguindo
mais tempo de vida e, portanto, é lógico que temos que aceitar que podemos ter um
tempo de atividade maior até a chegada da aposentadoria. Existe uma expectativa
de vida diferente para homens e mulheres e é perfeitamente lógico que isto seja
levado em consideração no cálculo do período aquisitivo da aposentadoria. Ora
se a mulher vive dez anos a mais e se aposenta dez anos antes e ainda acumula a
pensão por morte do marido é um dado que precisa ser considerado em qualquer
discussão séria sobre o assunto.
O presidente
Fernando Henrique fez reformas na previdência, o presidente Lula deu mais uma
pegadinha. A presidente Dilma vivia falando na reforma da previdência. É um
problema muito sério. Este país precisa de reformas e a reforma da previdência
é uma das mais importantes e urgentes.
Os nossos
congressistas quando estão no governo geralmente são a favor da reforma, quando
são da oposição são contra. Isto é pensar pequeno e só preocupar-se com o
próprio umbigo. É trabalhar contra o país e seus cidadãos. É escancarar uma
contradição inaceitável do ponto de vista de responsabilidade social.
O pessoal do
PT, agora na oposição, já esta contra, qualquer reforma. Seria muito
inteligente até aproveitar e fazer as reformas que o país precisa, sem sofrer o
desgaste político que ninguém quer que aconteça para si mesmo e para sua grei
partidária.
Nós como
cidadãos temos que cobrar dos nossos congressistas que votem as reformas
necessárias sem procrastinar. Vai ser bom para qualquer governante que assumir
o governo do país em 2018. Adiar a reforma é trabalhar contra si mesmo e o
país.
Se este
congresso não votar as medidas que o país precisa, vamos usar a força dos nossos
votos e não reelegê-los nas próximas eleições gerais.
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